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Roger
Guedes
Um dos mais
ativos profissionais brasileiros dos últimos tempos, Roger Guedes
chegou a ocupar o 80º lugar do ranking mundial da Associação
dos Tenistas Profissionais. Participou de todos os principais
campeonatos do calendário internacional, como Wimbledon, Roland
Garros, Aberto dos Estados Unidos, Aberto da Itália, Grand Prix
de Cincinnatti, Boston, Miami e Barcelona. No Brasil, é um dos
jogadores que mais títulos colecionou, tornando-se Campeão Estadual
de 1ª classe em 1986, além de uma série de campeonatos pelo
Interior de São Paulo e outros Estados. Em 1999 sagrou-se campeão
mundial em equipes em Luxemburgo. É formado em Administração de
Empresas pela Universidade de Hamton, Estados Unidos.
CAMPANHA
1999
Curitiba - Campeão - venceu na final a Celso Percegona 6x2 6x1
Florianópolis - Campeão - venceu na final ao chileno Roberto Yunis
6x1 6x4
Belo Horizonte - Campeão - venceu na final a Paulo Wildman 6x2
6x3
Recebeu convite
do Club Internacional para participar de um torneio em Wimbledon
por equipes, de 1º a 8 de agosto, vencemos a Suíça na primeira
rodada por 3x0 e aos EUA por 3x0, mas outros tenistas da Equipe
perderam e, perdendo na contagem final.
De 9 a 14
de agosto, participou do Campeonato Mundial por equipes- 45 anos
- junto com Givaldo Barbosa (São Paulo) e o capitão jogador Celso
Percegona (Paraná), em Luxemburgo, conquistando para o Brasil
o título mundial. Na fase classificatória vencemos ao Canadá por
3x0 e à África do Sul por 2x1. Na fase eliminatória batemos a
Austrália por 2x1 e aos Estados Unidos por 2x1. Na final derrotamos
a Espanha por 2x1. Esta Copa Mundial por equipes 45 anos - a Dubler
Cup - é disputada desde 1958, sendo a mais antiga Copa depois
da Copa Davis. Foi a primeira vez que um País da América do Sul
conseguiu conquistar a Dubler Cup. De 16 a 22 de agosto, Roger
participou ainda do campeonato Mundial individual, 45 anos, em
Amsterdam, Holanda, sagrando-se vice-campeão, jogando a final
com o australiano Andrew Rae.
Bate
Bola com Roger Guedes:
MP
- Qual a sua opinião sobre o tênis em Bauru ?
RG - Bauru teve várias fases no tênis, quando eu comecei
a jogar, Bauru era imbatível nos Jogos Abertos do Interior, uma
competição sempre de muito prestígio no Estado de São Paulo. Depois
teve um número grande de bons tenistas infanto-juvenis, tanto
que em alguns campeonatos brasileiros, mais da metade dos títulos
conseguidos pelo Estado de São Paulo, eram vencidos por tenistas
Bauruenses.
Depois teve a fase dos tênis profissional, que contou com Renato
Joaquim, Celso Sacomandi, Edvaldo de Oliveira (Baiano), Júlio
Góes e Roger Guedes. Inclusive, um ano, os 5 tenistas Bauruenses
estavam entre os 10 melhores do ranking brasileiro.
Hoje em dia, tem surgido alguns bons tenistas juvenis em Bauru,
mas os esportes em geral aqui ainda dependem muito dos clubes,
e os clubes estão mais para o esporte social que competitivo,
tornando assim um esforço próprio de cada um para melhorar.
MP
- Que orientações você daria aos que estão começando ?
RG - O tênis, como esporte, você pode iniciar aos 7 anos
de idade e jogar até os 80 anos, é como dizem nos Estados Unidos,
tênis é para a vida.
Hoje há muitos torneios infanto-juvenis aqui no Estado de São
Paulo, e vários torneios a nível nacional. Agora o problema é
quando o bom tenista juvenil completa 18 anos e termina os torneios
no Brasil. Se ele não tiver se preparado com antecedência, vai
terminar por aqui seu sonho e carreira de tenista. De outro modo,
se ele se programou para esta fase, tem dois caminhos:
1- Se conseguir um bom patrocinador (em torno de U$ 6.000, mensais)
para os custos de viagem e, principalmente, um técnico que o acompanhe,
para encurtar a distância até o tênis profissional (técnico, alguém
que já jogou profissional e saiba os caminhos).
2- A outra opção, que eu acho bem mais viável, que é a que eu
fiz, é ir para os Estados Unidos com Bolsa de Estudos para jogar
o tênis Universitário Americano. Lá , você tem praticamente todas
as despesas pagas e oportunidade de participar de torneios universitários
e profissionais.
MP
- Como você vê a performance do Guga ?
RG - Ele é muito cobrado pela imprensa, mas isso é normal,
todos querem que ele vença. Ele tem mais 6 a 8 anos que pode jogar
um tênis entre os 10 melhores do ranking. Neste tempo, ele vai
amadurecer o jogo, adquirir mais experiência, e quem sabe, até
chegar a nº 1 do ranking.
MP
- Acredita que hoje há mais motivação para seguir carreira ? Porque
?
RG - Acredito que hoje é mais fácil jogar, pelo grande
número de torneios infanto-juvenis, pela organização e divulgação
da midia, e a nível profissional. Hoje tem um número maior de
bons tenistas, mas tem muito mais torneios, o que proporciona
uma chance a todos de ir bem.
MP
- Além da técnica, quais os fatores que você julga determinantes
para um jogador se tornar profissional ?
RG - Além da técnica e talento, que eu acho que ocupa de
30 a 40% do tenista, ele tem que ser um atleta, bom fisico, muita
determinação, gostar de treinar, e ter uma mente positiva na quadra.
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