COTOVELO DE TENISTA
( TENNIS ELBOW OU EPICONDILITE LATERAL)

     As dores e lesões na área do cotovelo e antebraço ocorrem freqüentemente nos tenistas, como um resultado de uma desproporção entre o esforço exercido e a tolerância ao esforço dos músculos, tendões e ligamentos afetados. A causa situa-se no esforço excessivo sobre os músculos extensores do punho e outros tecidos moles, tais como tendões e ligamentos. Se o processo é crônico, microtraumas ósseos podem ser observados e comprovados clínica e radiologicamente.

     Os músculos envolvidos são os extensores do punho que tem origem na região do epicôndilo lateral ( aquele "ossinho" na face lateral do cotovelo) são eles : o extensor radial curto do carpo e o extensor ulnar do carpo. Esses músculos vão desde o epicôndilo lateral até o 3º metacarpo ( extensor radial) ou 5º metacarpo ( extensor ulnar) O seu envolvimento pode ser explicado pela posição da mão do tenista. Ao segurar a raquete o tenista faz flexão dos punhos e dedos. Este movimento é contrário ao movimento executados pelos extensores levando a um contínuo tracionamento destes durante a prática esportiva.

     Com a continuidade da prática, a porção tendinosa dos músculos extensores tende a inflamar-se, instalando um quadro de epicondilite lateral ou cotovelo de tenista; composto de dor na região lateral do cotovelo associado com fraqueza de preensão da mão e incapacidade de realizar a flexão ou extensão completa do cotovelo. As síndromes de bloqueio ao redor das vértebras cervicais nessa patologia também são freqüentes, por causa do deslocamento lateral da 6º e 7º vértebras cervicais e 1º vértebra torácica, particularmente por causa do movimento de rotação do tronco e cabeça, podendo causar dor irradiada por todo o braço, incapacidade de realizar movimentos do punho e limitação na movimentação do ombro.

     O tratamento dessa condição é preferencialmente conservador, com técnicas analgésicas e antiinflamatórias e o alongamento dos extensores do punho é também de grande utilidade. O uso de bandagens funcionais na região logo abaixo do epicôndilo alivia o stress nas porções tendinosas e controla o quadro doloroso e inflamatório. O grip e a pegada na raquete podem ter influência no desenvovimento da patologia assim com a vibração causada pelo impacto na bola. Escolha o grip mais adeqüado ao seu tamanho de mão e mantenha sua raquete bem encordoada e com uma tensão adeqüada. Somando-se a isso um bom alongamento geral antes da prática principalmente dos extensores do punho e o uso da bandagem infraepicondiliana e você não vai ser acometido pelo famoso e doloroso cotovelo de tenista

Dr Jean Carlo Lobato Cardoso Fisioterapeuta
CREFITO 3-14163-F Graduado Un. Est. Londrina-1993
Pós graduado pela Faculdade Salesiana de Lins em Fisiologia e Biomecânica da atividade esportiva-1999.
Proprietário da Microfisio-clinica de fisioterapia

 

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