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COPA
DAVIS
Uma vitória
inesperada
A história da Copa Davis pode ser considerada, no mínimo, curiosa.
Em 1899, três estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados
Unidos, tiveram a idéia de desafiar os ingleses - na época, campeões
do mundo no tênis - para uma partida no Longwood Cricket de Boston.
O jogo seria marcado para o ano seguinte. Dwight Davis (que daria
nome ao torneio), Malcolm Whitman e Holcome Ward fizeram a proposta
e, para espanto dos norte-americanos, os ingleses disseram sim.
Na verdade, a favoritíssima equipe inglesa (formada por Herbert
Barret, Ernest Black e Arthur Gore) estava mais preocupada em
conhecer o novo continente. Tanto que quando chegaram - e foram
até recepcionados por uma bandinha de música - resolveram conhecer,
em primeiro lugar, as cataratas do Niágara. Só que, nesta história,
aconteceu o inesperado. No dia 8 de agosto, quando foram realizadas
as duas partidas de simples, o favoritismo veio por terra e os
ingleses saíram derrotados pelos norte-americanos e pelo forte
calor. No terceiro dia de disputa, a dupla norte-americana deu
uma demonstração de humildade e força, eliminando os ingleses
e dando aos Estados Unidos o título de primeiro campeão da Copa
Davis. Começava, assim, a história de um dos mais importantes
torneios do tênis.
TORNEIO SURGE COMO UM DUELO
Apenas Britânicos e Norte-Americanos se enfrentavam
Um dos torneios mais importantes do mundo do tênis, a Copa Davis,
pode ser comparada a uma copa do mundo no futebol. Desde que foi
criada, há 100 anos, a Davis reúne histórias e revelações do tênis.
Conquistas e personagens tornaram-se inesquecíveis ao longo deste
século de torneio. Sempre disputado anualmente, o evento tem os
Estados Unidos como o país que conquistou o maior número de títulos
de toda a história.
A Copa Davis surgiu como um duelo entre britânicos e norte-americanos,
em 1899. Sua história pode ser dividida em várias fases. Primeiro,
o torneio se limitava ao confronto entre EUA e Inglaterra. Em
1906, belgas e franceses entraram na disputa. O número de participantes,
a partir daí, cresceu tanto que, em 1923, os organizadores precisaram
dividir os jogadores em zonas. Estabeleceram, então, a Zona Européia
e a Zona Americana. Porém, nem sempre a área geográfica era respeitada.
O torneio ganhava cada vez mais prestígio e crescia em número
de participantes, obrigando a Copa Davis a criar, em 1960, uma
terceira Zona. Naquela época, 39 países já disputavam a Davis.
Nos anos 70, o surgimento do circuito Grand Prix encurtou o calendário
da Davis e o torneio chegou ao cúmulo de se prolongar por 16 meses,
invadindo a temporada seguinte. No entanto, até então, todos os
países que disputavam tinham chance de ganhar o torneio. Isso
só mudou mesmo nos anos 80, quando a Copa Davis passou por uma
grande transformação, que foi motivo de críticas e descontentamento.
Um Grupo Mundial foi criado, com 16 integrantes, fato que causou
uma divisão no tênis. A partir de 1981, apenas os integrantes
deste grupo poderiam disputar o título da Davis. Os demais países
poderiam apenas lutar para conseguir entrar neste grupo de elite.
Apesar das críticas, a mudança não tirou o brilho da Copa Davis,
que hoje é um dos mais importantes torneios do mundo do tênis
e, por que não, do esporte.
NOSSO PAÍS NA DAVIS
O Brasil começou a disputar a Copa Davis em 1932. Desde 1951,
participa de todas as edições do campeonato. Devido às diversas
mudanças no regulamento, competiu muitas vezes no zonal europeu,
aproveitando a presença dos jogadores brasileiros naqueles continente.
Até a criação do sistema de acesso e descenso, em 1981. as melhores
campanhas brasileiras foram em 1966 e 1971, quando chegamos à
semifinal internacional (a vitória permitiria jogar pelo título
com o campeão do ano anterior, que não disputava as eliminatórias
e só fazia a final da Copa).
Em 1981, a forma de disputa da Copa Davis foi alterada para a
versão que permanece até hoje. A principal mudança foi a instituição
de níveis. O grupo mundial, formado por 16 países, disputa o título.
Os zonais classificatórios dividem demais participantes em quatro
regiões mundiais e também têm subdivisões (de 1 a 111). Todas
as faixas competem no sistema de acesso e descenso. O Brasil disputou
o grupo mundial em 81, 88, 92, 93, 97, 98 e 99. Seu principal
resultado foi a semifinal de 92.
Fonte: Gazeta Esportiva e CBT
BAURU/SP:
Tenistas bauruenses integraram a Equipe da Copa Davis.
Em 1951, Roberto Cardoso (BTC), Brasil 4 x 1 Finlândia - 1ª rodada
regional Filipinas 4 x 1 Brasil - 2ª rodada regional (com Armando
Vieira,Alcides Procópio).
Roberto Cardoso continua dando suas belas raquetadas com os amigos,
nas quadras do tradicional Bauru Tênis Clube.
Em 1982, Edvaldo Oliveira (Baiano), Brasil 0 x 5 Equador - 1ª
rodada do zonal americano (com Marcos Braga, Eduardo Oncins e
Fernando Roese).
Edvaldo Oliveira, que morou alguns anos na Alemanha, atualmente
está em São Paulo, treinando equipes, num moderno Centro de Treinamento.
Seu pupilo é Tiago Alves (Rio Preto), uma das promessas do tênis
brasileiro.
Em 1985, Júlio Goes (Meca), Venezuela 0 x 5 Brasil - 1ª rodada
do zonal americano - Brasil 4 x 1 Colômbia - semifinal do zonal
americano Brasil 1 x 4 México - final do zonal americano (com
Marcos Hocevar, Cássio Motta, Dácio Campos, Carlos Kirmayr).
Júlio Goes, atualmente em São Paulo, participa da Equipe Brasileira
de Veteranos, transmite seus conhecimentos e joga um tênis brilhante
no Paulistano.
CAMPEÕES
Nos últimos 20 anos
2003 Austrália
2002 Rússia
2001 França
2000 Espanha
1999 Austrália
1998 Suécia
1997 Suécia
1996 França
1995 Estados Unidos
1994 Suécia
1993 Alemanha
1992 Estados Unidos
1991 França
1990 Estados Unidos
1989 Alemanha
1988 Alemanha
1987 Suécia
1986 Austrália
1985 Suécia
1984 Suécia
1983 Austrália
1982 Estados Unidos
1981 Estados Unidos
1980 Checoslováquia
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